quinta-feira, junho 01, 2006

Durante o ócio

O ócio traz à tona medos e dúvidas que estavam esquecidos dentro da gente, nos obriga a pensar e rearrumar antigos sentimentos.
E nessa bagunça que se transformou minha vida talvez estivesse mesmo na hora de reavaliar tudo.
Acho que nos últimos tempos estive tão preocupada com os outros que meu corpo pifou por pura exaustão me obrigando assim a dar uma parada e descansar.
Comecei então nessa difícil missão de me questionar e obter as tão esperadas respostas.
Após longos cinco dias em uma cama de hospital me sentindo extremamente fragilizada pude perceber o quanto sinto falta de estar mais com meus amigos, de me divertir sem culpa, sem hora, sem preocupações...sinto falta de liberdade para ir e vir, de rir a toa e de chorar um choro sem motivos mas que depois nos deixa leve.
Não posso negar que essa falta de liberdade foi escolha minha...
Conforme os dias foram passando deduzi que nada disso era prioridade e que o motivo real pelo qual chorava era pela falta indescritível de ser mãe, de poder espiar minha filha na madrugada e rir de sua cara amassada pela manhã...de sentir seu corpinho ainda morno de sono num abraço demorado, de lhe chamar a atenção quando necessário, dos momentos bons e dos ruins. Porque são os piores momentos que nos ensinam a ser uma boa mãe, sim acreditem!!!! Os filhos são quem ensinam aos pais o que é certo e errado, e a gente não cansa de aprender.
Então se por alguns minutos senti algum arrependimento pela escolha que fiz, ou até mesmo pela nostalgia sentida, passou, pois agora a grande meta da minha vida é fazer minha filha feliz, pois a felicidade dela completa a minha e a impossibilidade de estar junto dela me enlouqueceu de tristeza.
Recuperada, enfim já estou em casa e busco agora desfrutar de cada minuto de sua companhia, observando com orgulho seu rápido crescimento...

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